Thank you blogger.com for granting me nearly five wonderful years of my life! Agora vou passar a acordar noutra freguesia. Venham daí! Come along!
blogue de carla hilário de almeida quevedo bombainteligente@gmail.com
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Rádio Blogue: Hillary Clinton
Sejamos francos: o problema de Hillary Clinton é ser mulher. E não se trata de ser um panzer como Angela Merkl, por exemplo. Estamos a falar de uma pessoa que perante o anúncio mundial da traição do marido, Bill Clinton, na altura Presidente dos Estados Unidos da América, tem uma reacção tipicamente feminina: perdoa o marido e afirma em alto e bom som que não o tenciona abandonar. Esta decisão implica custos elevados num mundo constituído não por famílias mas por indivíduos, e que depressa condena decisões conservadoras como esta. Numa época em que a mulher não tem nada que ser mulher de ninguém, a democrata Clinton optou publicamente por não deixar de o ser. Este pormenor decisivo não abona a seu favor, porque a apresenta ao eleitorado como um ser feminino convencional. Ser uma mulher com atitudes clássicas e ter ambição política parecem ser dois modos de vida muito dificilmente conciliáveis. Será um bocadinho como querer ter tudo, intolerável mesmo na terra da liberdade, da oportunidade e da busca da felicidade, em que de facto há a possibilidade de ter tudo. Mas não para Hillary Clinton. Porque é que uma mulher na liderança assusta? Terá uma mulher de abdicar da sua condição feminina para ser considerada capaz de ocupar um cargo de poder?
Sejamos francos: o problema de Hillary Clinton é ser mulher. E não se trata de ser um panzer como Angela Merkl, por exemplo. Estamos a falar de uma pessoa que perante o anúncio mundial da traição do marido, Bill Clinton, na altura Presidente dos Estados Unidos da América, tem uma reacção tipicamente feminina: perdoa o marido e afirma em alto e bom som que não o tenciona abandonar. Esta decisão implica custos elevados num mundo constituído não por famílias mas por indivíduos, e que depressa condena decisões conservadoras como esta. Numa época em que a mulher não tem nada que ser mulher de ninguém, a democrata Clinton optou publicamente por não deixar de o ser. Este pormenor decisivo não abona a seu favor, porque a apresenta ao eleitorado como um ser feminino convencional. Ser uma mulher com atitudes clássicas e ter ambição política parecem ser dois modos de vida muito dificilmente conciliáveis. Será um bocadinho como querer ter tudo, intolerável mesmo na terra da liberdade, da oportunidade e da busca da felicidade, em que de facto há a possibilidade de ter tudo. Mas não para Hillary Clinton. Porque é que uma mulher na liderança assusta? Terá uma mulher de abdicar da sua condição feminina para ser considerada capaz de ocupar um cargo de poder?
Publicado hoje no Meia-Hora. Deixe os seus comentários através do número 21 351 05 90. A sua voz vai para o ar na Rádio Europa à sexta-feira, às 10h45 e ao domingo, às 14h15. Pode também comentar por escrito no Jazza-me Muito.
Os motivos de interesse nos Óscares: o vestido da noite é o Jean Paul Gaultier da extraordinária Marion Cottilard, seguido de um Valentino belíssimo usado por Calista Flockhart, um John Galliano encarnado vestido por Heidi Klum e um Balenciaga na semi-deusa Nicole Kidman (que não anda: paira). Sempre fabulosa Penelope Cruz. Sempre giras Diane Lane e Laura Linney. Javier Bardem e Viggo Mortensen no que quiserem, francamente.
Tivesse destruído ele
Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 23-02-08.
Antes de morrer, Vladimir Nabokov deixou um pedido à mulher que destruísse o seu último manuscrito. Não, não é pedido que se faça a ninguém e talvez por saber isto a mulher do escritor, Vera, fez aquilo que tipicamente se faz em casos bicudos como este: deixou o tempo passar. Quando a própria faleceu, a batata quente passou para o filho, Dmitri Nabokov, alegadamente a única pessoa neste planeta que leu The Original of Laura, título atribuído à obra. Ora, o filho, entretanto com 71 anos, também não sabe o que fazer com aquele legado: destruir conforme o desejo expresso ou não, eis a questão. Mas a questão é perversa e o único culpado da situação é o manipulador Vladimir Nabokov. A obra literária tem um autor, mas será ele o proprietário absoluto da sua criação? Como conjugar a arte com o direito à propriedade exclusiva, neste caso limitando o acesso ao texto e impedindo a sua interpretação? O tema foi amplamente debatido na imprensa, e Ron Rosenbaum, na Slate, chegou a pedir a intervenção dos leitores no sentido de impedir Dmitri de fazer algum disparate (ou seja, cumprir a vontade do pai). Agora que a publicidade está toda feita, publique-se e depressa.
Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 23-02-08.
domingo, fevereiro 24, 2008
À especial atenção do Ricardo e do Alberto
(O actor genial desta cena memorável de Singin' In The Rain chama-se Donald O'Connor. E continuo orgulhosamente só a detestar Ricky Gervais.)
(O actor genial desta cena memorável de Singin' In The Rain chama-se Donald O'Connor. E continuo orgulhosamente só a detestar Ricky Gervais.)
O homem que só queria ler em paz e sossego
Seguindo a dica da Helena fui pesquisar o episódio de Twilight Zone de que me falou. Time Enough At Last é uma história fantástica sobre um leitor, Henry Beamis, que ninguém deixa que se dedique à sua actividade mais querida: ler, precisamente. A ver a segunda parte e o final do episódio, claro. Vale muito a pena. Obrigada!
Seguindo a dica da Helena fui pesquisar o episódio de Twilight Zone de que me falou. Time Enough At Last é uma história fantástica sobre um leitor, Henry Beamis, que ninguém deixa que se dedique à sua actividade mais querida: ler, precisamente. A ver a segunda parte e o final do episódio, claro. Vale muito a pena. Obrigada!
sábado, fevereiro 23, 2008
Eu hoje acordei assim...

Scarlett Johansson (fotografia roubada ao Vida Breve)
... ui, que estou atrasada para o almoço!

Scarlett Johansson (fotografia roubada ao Vida Breve)
... ui, que estou atrasada para o almoço!
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Bomba de Ouro: "Onde há números e sobretudo quando se vem com a conversa dos números é certo e sabido que temos gato escondido com rabo de fora e a verdade é que em Portugal como em França há, de facto, uma crise instalada mas que nada tem a ver com miséria económica. Longe disso. A crise na edição de livros está na falta de talento, na fraca exigência dos leitores que engolem Coelho ou Angot como se fossem livros, quero dizer, aparentemente são livros, tudo indica que o são excepto para alguém que saiba ler. E é esta verdade seca e bruta que divide o mundo da leitura em dois." Fátima Rolo Duarte, pois claro.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Brushing up my Shakespeare (6)
Sonnet CV
Let not my love be call'd idolatry,
Nor my beloved as an idol show,
Since all alike my songs and praises be
To one, of one, still such, and ever so.
Kind is my love to-day, to-morrow kind,
Still constant in a wondrous excellence;
Therefore my verse to constancy confined,
One thing expressing, leaves out difference.
'Fair, kind and true' is all my argument,
'Fair, kind, and true' varying to other words;
And in this change is my invention spent,
Three themes in one, which wondrous scope affords.
Sonnet CV
Let not my love be call'd idolatry,
Nor my beloved as an idol show,
Since all alike my songs and praises be
To one, of one, still such, and ever so.
Kind is my love to-day, to-morrow kind,
Still constant in a wondrous excellence;
Therefore my verse to constancy confined,
One thing expressing, leaves out difference.
'Fair, kind and true' is all my argument,
'Fair, kind, and true' varying to other words;
And in this change is my invention spent,
Three themes in one, which wondrous scope affords.
'Fair, kind, and true,' have often lived alone,
Which three till now never kept seat in one.
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Projecto para o futuro
(O que vêem na imagem em cima, mais concretamente na segunda coluna a contar da direita, é o mais importante na língua hebraica: a raíz dos verbos, que nos permite reconhecer uma série de palavras cujo significado ignoramos. É uma espécie de chave. Um dia falo sobre isto. Agora já é tarde e amanhã tenho de acordar assim.)
Eu hoje acordei assim...

Valeria Mazza
... não, não vi a entrevista ao Primeiro de Portugal. Tenho as minhas prioridades, a minha rotina, e o serão televisivo de segunda-feira é o único decente de toda a semana: The Closer sobreposto com House (obriga a que o episódio seja gravado), logo seguido de Boston Legal (que está a aparvalhar outra vez com a presença daquele totó botoxado do Tom Selleck, com falas dignas de uma criança de quinze anos: "deixei a minha mulher há uma hora", por favor!). Tinham de o entrevistar a uma segunda? Não podia ser à terça ou ao domingo, vá?
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