Sexta-feira, Junho 30, 2006

Primeiro o Irão, agora a Argentina: cá em casa ninguém chora (o Varandas, às vezes). Só queremos que Portugal ganhe amanhã e que os alemães tenham muitos filhinhos. Humpf...

Vasco: além de não teres sentido de humor, não sabes ler. A tua reacção ao primeiro post é um pouco despropositada. Mesmo assim, respondi com um sorriso. A segunda é simplesmente desgradável e maça-me. Adeus.

Resposta à adenda: já o teu baixo nível foi demonstrado de uma maneira completamente inequívoca.

The sound of bomba

"Voy a ser campeón mundial
voy a ser campeón mundial
así en el barrio me van a respetar"

do tango khebab Así es la Vida (del Rocanrol), Loción Migré (besitos, Hernán!)

Eu hoje acordei assim...

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Valeria Mazza

... Vasco, precisarás de um endolinque? Ah, e sonhei com o nosso Ronaldo, coitadinho, lavado em lágrimas, no meio do campo... de batalha. Na verdade, não me interessa saber se Ronaldo no sábado joga ou não joga, mas se chora ou não chora. Pronto, basta. Prometo que não serei mais cruel com o nosso Ronaldo, que há-de marcar muitos golos à Inglaterra e assim meter os bifes no avião de volta para casa, de onde nunca deviam ter saído! Entretanto concentremo-nos noutras coisas giríssimas: Alemanha-Argentina, às quatro da tarde.

Quinta-feira, Junho 29, 2006

Resumindo, embora nunca concluindo: mais vale um cromo na mão do que uma série de totós a voar. Brilhante estudo!

Bomba de Ouro: "Eu cantava: «Hot dog, jumping fire, I want cookie». Havia quem cantasse: «Hot dog, jumping for Albert's cookie». Mas afinal é: «Hot dog, jumping frog, Albuquerque»." Sara.

Ninho de cucos (60)

O Varandas anda a comer como um animal.

Nas bancas

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The sound of bomba

"Gonna let it all out and do my thing
Boom boom boom and a bang bang bang"

Do Your Thing, Basement Jaxx

Quarta-feira, Junho 28, 2006

Dos Antigos: Sócrates nunca conheceu o sabor do tomate. Nem da batata. Levaria o dia a comer azeitonas? A comida mediterrânica devia ser aborrecida.

Bomba de Ouro: "Uma pessoa com disposição pode não ter motivação; uma pessoa altamente motivada pode não ter disposição. Atentem nisto, que foi a coisa mais clarividente que descobri nos últimos tempos." Batukada.

Bill sobre "Eu hoje..." ou "Eu sabia que..."

"I'm gonna ask you some questions, and I want you to tell me the truth. However, therein lies a dilemma. Because when it comes to the subject of me, I believe you are truly and utterly incapable of telling the truth. Especially to me. And least of all, to yourself. And when it comes to the subject of me, I am truly and utterly incapable of believing anything you say. Well, it just so happens, I have a solution."

Kill Bill vol. II, obra-prima de Quentin Tarantino.

Metabloggers do it better (21)

Que se publiquem os manuais de instruções de leitura dos blogues, ou pelo menos, livrinhos de bolso com imagens dos seus bastidores. Compraria, por exemplo, um Abrupto York Notes, um Oxford Companion to Estado Civil e, sem pestanejar, um Cambridge Companion to Bomba Inteligente. Falta pouco para que não se entenda absolutamente nada do que está publicado.

The sound of bomba

"I'm not that kind of guy
Sometimes I feel shy"

Nobody Knows Me, Madonna (Live)

Eu hoje acordei assim...

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Catherine Deneuve

... imaginemos que vivemos a olhar para um lado, certos de que é o correcto ou mesmo convencidos de nada; encontramo-nos simplesmente ali a olhar para um ponto qualquer, por uma razão que desconhecemos ou mesmo por nenhuma razão. A vida corre bem, por vezes mesmo acima do que é satisfatório (que não é assim tão mau como pintam), e de repente alguém nos diz: "Porque é que não arrisca?" É verdade que é preciso virar a cabeça e dar (quase literalmente) ouvidos ao conselho, mas agradecer nunca será suficiente.

Terça-feira, Junho 27, 2006

Coitadinho (já sabem que têm de ler com aquele tom da criança do anúncio): mas e o que é que aconteceu ao velho "quem vai à guerra dá e leva"? Ou ao popular "quem anda à chuva molha-se"? Talvez as lágrimas façam parte da emoção do jogo, mas não vejo mais ninguém naqueles preparos. Além disso, isto é tudo muito contraditório: por um lado são uns heróis, por outro choram como umas crianças. Pode dar-se o caso - embora tenha as minhas dúvidas - de eu não perceber nada de futebol. Mas essa é uma possibilidade remotíssima e, por isso mesmo, urge fazer um Bombaball no Brasil-França.

Adília Lopes sobre "Eu hoje..." ou "Eu sabia que..."

"Eu sou a luva
e a mão
Adília e eu
quero coincidir
comigo mesma"

Caras Baratas, Lisboa, Relógio d'Água, 2004, p. 157.

Anscombe sobre "Eu hoje..." ou "Eu sabia que..."

"Perhaps, then, «I» is a kind of demonstrative."

de The First Person.

Wittgenstein sobre "Eu hoje..." ou "Eu sabia que..."

"Qual é o critério da igualdade entre duas imagens mentais? Qual é o critério da vermelhidão de uma imagem mental? Para mim, quando a outra pessoa tem essa imagem, o critério é o que ela diz e o que ela faz. Para mim, quando eu a tenho, nada. E o que é válido para «vermelho» é válido para «igual»."

Investigações Filosóficas, 377, tradução de M. S. Lourenço, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 3.ª ed., 2002, p. 391.

Modo de vida com itálico: talvez não seja a melhor pessoa para falar de mim, mas por vezes (e sempre de uma certa maneira) sou a única que o pode fazer.

The sound of bomba

"That gentle voice that talks to you
Won't talk forever"

All That She Wants, Ace of Base

Eu hoje acordei assim...

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Nastassja Kinski

... parece que ainda vou a tempo de falar sobre o Portugal-Holanda. Muito a tempo, sim. Ainda ontem as televisões nos faziam autênticas lavagens ao cérebro por causa da miséria da arbitragem, das faltas, dos cartões e tudo com números, quantos amarelos, as expulsões, o Figo, o Ronaldo, coitadinho, tem dói-dói e não se sabe se joga contra a Inglaterra e aposto que vamos estar a semana toda a falar da possibilidade de o nosso menino, coitadinho, jogar ou não. Pronto, não reclamo, a sério. Simplesmente não quero saber ou como cantava a Luka: "Tô nem aí, tô nem aííí". Mas o Portugal-Holanda, sim. Diverti-me como o Francisco e, como o Luís Mourão, cheguei a ansiar por um empate, um prolongamento e todas essas coisas que não se desejam, muito menos publicamente. Percebo muito bem que Cristiano Ronaldo seja novo, impulsivo, bom jogador (sim, acho que percebo que é bom jogador, mas não tenho a certeza), mas a imagem do rapaz lavado em lágrimas porque não pode jogar enervou-me. Também andam a falar muito de sofrimento. A palavra "sofrimento" ainda implica coisas sérias e dignidade, caramba! Sofrem muito a lutar num campo... de batalha, claro. É, no entanto, certo que a etimologia de "campeão" é precisamente essa. Mas o árbitro, sim. Eu gostei do russo Ivanov. Qual é o problema, coitadinho? O homem tem de mostrar cartões e serviço. Do que não gostei foi daquele da FIFA a repreendê-lo em público. Não lhe podia ter enviado um e-mail? Tinham de o destroçar até que se tornasse uma vítima, levando-me a mim, mera espectadora muito ocasional destas coisas a sentir piedade e compaixão? Mas tudo isto para dizer uma coisa que me interessa muito: há um anúncio, julgo que de um carro da Nissan, em que uma criança está a olhar para um boneco de neve desfeito, que o pai entretanto colocou no porta-bagagens. Nesse momento, a criança olha para o boneco de neve e diz: "coitadinho". E é precisamente aquele tom que quero que ouçam quando aqui escrevo essa palavra tão gira.

Segunda-feira, Junho 26, 2006

Bom em todas as línguas

Prémonition des sages

Car les dieux connaissent l'avenir, les hommes ce
qui arrive et les sages ce qui approche
Philostrate, Sur Apollonios de Tyane, VIII, 7.

Les hommes connaissent le présent.
L'avenir appartient aux dieux,
seuls et pleins possesseurs de toutes les lumières.
De l'avenir, les sages ne perçoivent
que les prémisses. Leur oreille parfois.

aux heures de profonde méditation,
se trouble. La secrète rumeur
des lendemains en marche leur parvient.
Et ils l'écoutent avec respect. Tandis que dans la rue,
dehors, les peuples n'entendent rien.

[1915]

Constantin Cavafis, En attendant les barbares et autres poèmes, traduit du grec et présenté par Dominique Grandmont, Éditions Gallimard, 1999, p. 55. (O meu segundo poema preferido de Kavafis. O preferido chama-se Termópilas.)

Domingo, Junho 25, 2006

Etimologia hebdomadária

A palavra para hoje é problema. Como a origem é grega, não há problema nenhum. Assim como a vêem, talvez até pareça bastante antiga. Tem aquele pro- que não deixa grande margem para dúvidas, caso as houvesse. Aquele pro- é velho, mas não só: é mesmo próblima que é antigo como Sófocles (em grego moderno, escreve-se exactamente da mesma maneira, mas pronuncia-se próvlima), mas atenção ao significado. Probállo significa literalmente "pôr à frente", fazendo com que um problema seja qualquer coisa que nos é posta à frente, como uma barreira ou um obstáculo. Perante os problemas, segundo a sua etimologia, resta-nos duas (ou talvez três) alternativas: 1) saltar-lhes por cima; 2) contorná-los; e 3) destruí-los. Mas a coisa é mais complicada quando se introduz a ideia de defesa no problema. Sim, explico: a barreira pode ser contruída como um meio de defesa. O obstáculo pode também formar-se como uma desculpa e tudo isto pode ajudar quem inventa problemas onde não existem, ou cria barreiras para se defender ou imagina obstáculos como desculpas para não fazer outras coisas que teme ou que deseja (às vezes é o mesmo, embora temer o que se deseja não me pareça saudável). Que a palavra problema tenha em si própria qualquer coisa de protecção pode parecer surpreendente. Pelo menos para quem pensava que a etimologia nada tinha que ver com a psicanálise.

Sábado, Junho 24, 2006

Blockbomba: Derailed (uma história óbvia e tonta e Jennifer Aniston, depois de tudo o que aconteceu, não é nada credível no papel de cabra). Aeon Flux (simplesmente ridículo). Prime (muito mal resolvido, mas Meryl Streep é uma grande, grande actriz). Memoirs of a Geisha (uma enorme seca, mas amanhã almoço no japonês). Munich (finalmente, à quinta tentativa, um filme que merece ser visto: excelente).

The sound of bomba

"Teu neu neu neu
neu neu neu neu neu
Teu neu neu neu
neu neu neu neu neu
Teu neu neu neu
Neu ne ne neuuu
Teu neu neu neu
Ne ne ne neu
Teu neu neu neu
Teuneuneuneu
Neu ne ne neuuu
Teu neu neu neu"

Computer Blue, Prince

Eu hoje acordei assim...

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Sophia Loren por David Seymour

... a pensar no que o Alexandre Soares Silva disse anteontem, na Casa Fernando Pessoa, sobre a superioridade da ficção sobre a não ficção. Hm... não sei se percebo a diferença, mas se for obrigada a escolher (nunca se sabe o que nos pode acontecer na vida), prefiro uma má não ficção a uma má ficção. Talvez (de uma maneira complicada e tortuosa - pode parecer que espero e exijo afinal mais da ficção) essa escolha acabe por dar razão ao Alexandre: à medida que o tempo passa, vou pertencendo cada vez mais ao grupo dos idiotas de que falou. Sempre que consigo separar a não ficção da ficção, repito.

Sexta-feira, Junho 23, 2006

The sound of bomba

"Huggin' and a kissin', dancin' and a lovin',
Wearin' next to nothin' 'cause it's hot as an oven"

Love Shack, B-52's

Gostar de homens©

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Michael Chilkis, o detective Vic Mackey, da excelente série The Shield. Obrigada pela dica, VR!

Correio de Anabela Barros Correia sobre uma "Etimologia hebdomadária"

"(...) a Carla diz - e muito bem - que o alfabeto latino, originalmente, não tem "J". É verdade, não tem mesmo, e o "j" é lido com o fonema [i] e não passa de um simples grafema que foi introduzido muito mais tarde no alfabeto e nos textos latinos para distinguir o "i" vogal do "i" com valor de consoante, que é aquele que é representado graficamente pelo "j". Os dicionários usarão o "j", penso eu, provavelmente com essa preocupação de fazer as devidas distinções. Em latim puro e antigo, não se usa, nem se precisa do "j". (...) muitos dos dicionários são didácticos e, por isso, seguirão os preceitos de tornar a vida mais fácil a quem aprende latim. Por exemplo, o dicionário de latim-inglês da Oxford, se a memória não me atraiçoa (...), não usa "j", nem sequer substitui aquele "u" com valor de consoante por "v" - o "u" é grafado sempre "u", tenha valor de consoante ou de vogal."

Ninho de cucos (59)

Quinta-feira, Junho 22, 2006

Última chamada: Alexandre Soares Silva, hoje, às 18h30, na Casa Fernando Pessoa.

Lembram-se não sei de quê no dia 23 de Junho? É mais ou menos isso, mas não será no dia 23.

The sound of bomba

"Choice, you know what I'm sayin'?"

Natural, Arrested Development

Dos Antigos: Ilíada, XXII, 377-405 e XXIV, 9-22 + (Dom Casmurro, capítulo CXXV - Memórias Póstumas de Brás Cubas, capítulo CXXIX) = coisas que melhoram algumas vidas. Um dia destes.

Eu hoje acordei assim...

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Elizabeth Hurley

... a pensar numa longuíssima conversa que tive há tempos com a minha querida amiga batukada acerca das diferenças fundamentais entre o totó e o cromo. Falámos sobre a bondade e a maldade associadas a ambos os tipos e defendi que o totó era bom, ingénuo, talvez pouco concentrado, cabeça de vento; enfim, um pouco parvito. Não que o totó seja burro, nada disso; é apenas inútil, incapaz e, de certa forma, bom (de uma certa forma, sim, porque a incapacidade e a inutilidade, na maior parte das vezes, nada trazem de bom). Para ser mau, é preciso ânimo, capacidade de acção, coisas que o totó não tem. Ao totó falta ímpeto e essa falha, embora infelizmente o afaste da concretização do bem (muitas vezes para si próprio), também o distancia do mal. O cromo é concentrado, aplicado, um pouco obsessivo, chatinho. O cromo é de manias, algo que associo à mesquinhez; é egoísta, muito provavelmente rabugento. O cromo só está virado para uma coisa, sendo que essa coisa (seja ela qual for) se refere apenas a ele próprio; à sua própria, digamos, cromice. Como dizia a batukada: "O cromo cola." Cá está: demasiado parado. Não, não gosto de cromos. Já por totós tenho carinho.

Quarta-feira, Junho 21, 2006

Bombaball rests: odeio empates.

91": ai, Tevez...

89": foi só um pontapé na canela! Exagerado o árbitro...

88": bola para Maduro?

87": ah, a Escola Holandesa, pois claro...

86": ai mar e mar...

84": Van der Coiso ao lado e depois a cuspir. Selvagens... Vai para o coffee shop, pá!

Ainda 82": momento de racismo!

82": e um restaurante que havia por baixo de um viaduto, em que comi uma sobremesa de dulce de leche com pudim flan? Sim, tudo misturado. Parece um exagero, mas era perfeita. Tenho de ir jantar, é o que é.

76": já falam do subconsciente dos jogadores...

72": grande Tevez! Che, que lindo seria.

70": desde que o Irão foi para casa (hoje?), o Varandas nunca mais se interessou pelo Mundial. Estes persas são uns fanáticos...

68": um soninho...

66": de repente, até me senti mal com o remate da Holanda. É a Holanda, não é?

65": é oficial: adoro Tevez.

61": ai, Cambiasso, coitadinho, deitado no chão.

60": já me estou a aborrecer...

56": então, pá? Cartão amarelo a Cambiasso? Fora o árbitro!

53": Messi a fazer falta? Que disparate, que calúnia. É só inveja. Não se vê que é uma criança? Faltas, pfff... Go, Messi! Go, Messi! Go, Messi!

51": e que raio de espécie de pequena saia é aquela na camisola dos jogadores argentinos? What's up with that?

49": este Tevez é espantoso. Mas continuo com medo dele.

47": ai, coitadinho do argentino! Cartão amarelo muito bem mostrado!

46": isto não vai acabar zero a zero, pois não? Maçada...

Sorín está a aquecer. Bien!

Bom-ba-ball! Bom-ba-ball! Bom-ba-ball!

43": muy bien, Messi!

42": parece que afinal este árbitro espanhol se faz...

41": selecção das Pampas e da Patagónia...

37": (ler como David Attenborough) The native people of Argentina seem to deslike the goal-keeper, just because he happens to play with Boca Júniors...

Ainda 36": Van der quem?

36": "Querida, olha o Crespo!"

35": ZZzzzzZzzz...

32": "Recuperação da selecção argentina"? De quê?

31": agora descobri que o Van Basten é o treinador da selecção holandesa. Pronto, foi aos 31 minutos...

27": ai, Maxi!

Ainda 26": ia sendo autogolo!

26": o árbitro é espanhol! Fora o árbitro!

25": este Tevez é de uma persistência. Mas almoçar com ele está fora de questão. Nem tomar um café!

23": agora, ao ver a cara de Tevez, lembrei-me de um restaurante chamado Carlitos de la Boca, mesmo ao lado da Bombonera... Ah, saudades...

20": ai, credo... que violência.

19": Sorín no banco.

18": os argentinos entretanto já começaram a falar de outra coisa. Até que foram interrompidos por um jogador argentino que desatou a correr!

16": remate de Tevez ao lado. É na baliza, por Dios!

15": vamos, Messi! Cosita linda!

13": ai, coitadinho, caiu. Não, espera: puxou o outro e...

11": ai, ala que se faz tarde...

10": quem? Quem? Bola para quem? Aquele é conhecido. Um tal de Van Basten.

9": ZZzzzzzZZz...

6": quem é avançado de que clube?

5": os argentinos são baixos. Hmmm... Só há um com mais de 1,80 m. Mas a altura interessa para alguma coisa no futebol? Isto não é basquete!

3": Raphael quem?

2": ai, ala.

Pronto: quase toda... A Argentina joga contra quem? Ah, Holanda, pois.

A comunidade argentina em Portugal está toda cá em casa.

O pescoço de Tevez mete medo. O homem é de um bairro perigosíssimo de Buenos Aires. Medo, medo. E Maradona bate palmas! Maradó, Maradó!

Não jogam Crespo nem Saviola. Jogam Messi e Tevez.

Bom-ba-ball! Bom-ba-ball! Bom-ba-ball!

The sound of bomba*

"Maradó, Maradóóóóó..."

Maradó, Los Piojos

* Como preparação para o Bombaball do Argentina-Holanda, logo às 20h.

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Hernán Crespo. Faltava aqui.

Terça-feira, Junho 20, 2006

Programa das festas

- Amanhã, temos Portugal-México e Argentina-Holanda. Bombaball no segundo? Talvez.
- No dia 22 de Junho, às 18h30, Alexandre Soares Silva fala sobre Nabokov e outros, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa. Absolutamente a não perder.
- E no 23 de Junho... Meu Deus, no dia 23 de Junho...

The sound of bomba

"You're sippin' just a little too slow for me"

Get Right, Jennifer Lopez

Eu hoje acordei assim...

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Jennifer Lopez

... este é um dia lindo!

Segunda-feira, Junho 19, 2006

Entretanto: a Tunísia ganha por 1 a 0 à Espanha (mas ainda não acabou o jogo). É o regresso dos mouros! Actualização: afinal foi um falso alarme. Que susto...

Depois não se admirem de os velhos serem abandonados

Augusto M. Seabra menciona o meu nome no último Mil Folhas. A que propósito, perguntam vocês e muito bem. Começa Seabra: "Sucedeu-me folhear a Única do "Expresso" de 30/12/05 e deparar com a coluna Bomba Inteligente de Carla Hilário Quevedo." Sucedeu-lhe folhear a Única de 30/12/05? É certo que cada um passa o tempo como quer e como pode, mas há aqui um gosto estranho por arquivos. Passa então a citar o que escrevi numa das colunas mais pequenas (desculpem a autocitação, mas tenho mesmo de a fazer): "A. O. Scott, do "New York Times", faz uma lista dos dez melhores filmes de 2005. Em primeiro lugar, encontramos "The Best of Youth" de Marco Tullio Giordana. O filme dura seis horas e conta a história de uma família de Roma, durante as décadas de 60 e 70. Pode ser interessante, nada contra, mas, sinceramente, seis horas? Sim, desconfio dessa espécie de maratona adaptada ao cinema. Mesmo com quatro intervalos, no mínimo, ninguém aguenta. Ou se trata de um caso de arrogância ou de talento. É um tipo de filme que todos esperamos que os nossos amigos vejam primeiro." Isto foi o que escrevi na Única. Agora o comentário de Seabra: "Se é Bomba ou não, desconheço, mas em vez de inteligente é ignorante no exemplo. (...) O que queria dizer, em nome de quem falava Carla Hilário Quevedo, de que "público", quando dizia que "ninguém quer ver"?" Comecemos (e talvez acabemos) por esta última pergunta: não escrevi que "ninguém quer ver". Então nem sequer lê o texto que cita? Além de deturpar completamente o sentido do texto, óbvio a ridicularizar um filme que dura seis horas, cita mal. Quanto ao comentário de desconhecer se sou Bomba, poupe-me a essa conversa pobre de blogue anónimo com três visitas diárias.

Nota adicional: o parágrafo de Augusto M. Seabra nada mais é do que um exemplo de cobardia. Não lhe passou pela cabeça "folhear a Única" e mencionar o texto que tanto o incomodou na altura em que eu escrevia no Expresso. Pois é. Podia responder-lhe no jornal... O que Seabra não percebe é a qualidade de leitura nos blogues, nomeadamente de alguns, como é o caso deste.

Domingo, Junho 18, 2006

Caprichos

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John Galliano e Miu Miu

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D&G e Salvatore Ferragamo

Dos Antigos: essencial à tranquilidade é a aceitação, não a renúncia.

Etimologia hebdomadária

A palavra para hoje é conjugal. O JSA pediu o disco e aqui estou, com muito gosto, para cumprir o prometido. Mal olhei para a palavra, pensei: "Ui, com esse jota, é muito moderna para o meu gosto". Quase acertei: o jota não faz parte do alfabeto latino (não perguntem porque é que o dicionário está cheio de palavras começadas por jota), mas lê-se como o i. Temos duas palavras em "conjugal": cum + jugalis, que, por sua vez, se refere ao verbo (no infinitivo) conjugare; ou seja, cum + jugare. E quem não sabe - valha-me Deus! - o que significa este cum? Não? (pausa) Também não? (ligeiro bocejo) Hm, andam a ver muitos filmes? Isso! Com. Já o jugare não se parece com nada de especial, mas significa unir ou ligar. Assim temos os belíssimos significados de "ligar juntamente" ou "unir com": conjugare não significa uma união qualquer nem simplesmente uma ligação, mas a união conjugal, o casamento. Descobri que vir ou maritus eram os termos utilizados para o esposo (vir é muito bonito, porque tem a ver com muitas outras palavras de que gosto, nomeadamente virtus) e que conjux quer dizer esposa. Adoro estes femininos terminados em xis.

The sound of bomba

"I guess I must have loved you
'Cause I said you were the perfect girl for me"

Everything She Wants (MTV Unplugged), George Michael

Eu hoje acordei assim...

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Marilyn Monroe. Cortesia de António Pereira.

... com o minuto a minuto de ontem, as imagens no blogue foram todas para o arquivo. Urge fazer alguma coisa! Mas antes observe-se o estudo comparativo (ou duelo de Titãs) feito pelo Posto de Escuta: Bombaball vs. um tal de New York Times (muito engraçado, obrigada!).

Sábado, Junho 17, 2006

Bombaball rests: parabéns, Portugal!

92": ai, Pauleta, que quis dar a Simão... Vá-se lá perceber...

90": ora um canto é exactamente o quê?

Ainda 88": cinco minutos de compensação não é uma barbaridade?

88": corte encolhido?

87": fiteiro, o iraniano...

85": ai, coitadinho, vai de maca! Ou não?

82": os comentadores já estão a falar do próximo jogo, um tal de Brasil-Austrália. Também já perderam o interesse por isto.

Ainda 80": note-se que não fiz nenhum trocadilho com os nomes Xerxes, Dario nem Susa. Agora já é tarde.

80": vale a pena ver o resto do jogo ou vou comer outro geladinho?

78": goooooooooooooooooolooooooooooo do dançarino Ronaldo!

Ainda 77": penálti a favor de Portugal! O comentador diz que o futebol tem destas coisas... duh!

77": ia sendo uma vergonha de todo o tamanho.

76": ai, coitadinho, tem o nariz a deitar sangue.

75": o Nuno Valente também podia ter sido mais discreto. Obstrução...

74": aquele iraniano estava a imitar o Tevez ontem, tadito...

72": boa, Miguel! Gosto deste Miguel.

68": ai o Fernando Meira...

65": ah, agora que entrou o Katibi... ui, que perigo.

64": é preciso não esquecer que Deco mudou de botas no início do jogo.

62": grande goooooooooooooooooooooooolooooooo!

61": vai entrar quem na equipa do Irão?

Ainda 60": Costinha podia ter sido mais discreto.

60": Petit e Tiago aquecem.

58": quem?

57": os próprios iranianos boicotam os seus próprios ataques, o que para nós é óptimo. Um descanso.

56": zzzZZZzzZzzZZzzzz...

52": a dança de Ronaldo... mas que dança é essa?

51": o comentador da SIC não está a ver o mesmo jogo do que eu.

49": se empatamos é uma vergonha. Vai!

47": mais um cartão amarelo! Mas que coisa é esta?

Segundo tempo 46": Bom-ba-ball! Bom-ba-ball! Bom-ba-ball!

Intervalo: buuuuuuuuuuu das bancadas.

Minuto de compensação: "isto não é falta nem em França", diz o comentador da SIC.

44": duas hipóteses de golo para Portugal desperdiçadas. Muitas faltas, muitos cartões, uma grande seca.

42": ah, o árbitro é francês... (ler como se fizesse alguma diferença)

41": Miguel caído. Scolari a espumar. Mas não houve cotovelada nenhuma.

40": o recordista de golos do Irão ficou no banco. Problemas no seio da equipa blábláblá...

39": é só fita.

38": os iranianos são muito maus, não são?

36": ai, coitadinho do Figo!

35": o Irão está muito fechado, diz o comentador. A culpa é daquele Presidente.